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Rato no cardápio

Por ser um assunto polêmico, tenho certeza que algumas pessoas não vão conseguir entender o que quero dizer. Mas... Vamos lá.

Na fome e na escassez de alimentos durante guerras e revoluções, os franceses passaram a comer sapos, caramujos, carne de cavalo, etc. Hoje são iguarias caríssimas consumidas mundo afora.

Os chineses, na falta de comida, passaram a comer insetos. Escorpiões, aranhas, larvas... Hoje, é exótico e quase uma obrigação pra quem viaja pra China. Tudo comprado no espetinho nas feirinhas locais.

Na Tailândia, a população bem pobre passou a comer roedores. Hoje, o rato é um dos ingredientes de pratos tradicionais do país. Um dos tantos pratos exóticos da rica (e deliciosa) gastronomia tailandesa.

Aqui na Austrália, passamos a comer canguru por causa da ampla oferta da carne. Uma carne razoalmente barata e nutritiva. Dura e ruim. 

Hoje eu li uma matéria no UOL sobre pessoas que comem rato-rabudo, o punaré. Caçam o roedor selvagem para comer. A população, segundo a própria matéria, acha a carne bem saborosa.

E aí? Por que essa mentalidade de "coitadificar"?

Aposto que se um Adriá, Atala, Acurio ou Bocuse usar o punaré e o prepará-lo bem em alguma receita, ele seria um visionário ou um gênio.

Não. Gênio e visionário é esse povo que, com a necessidade, consegue e prefere encontrar e preparar comida fora dos meios convencionais a morrer de fome.

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